sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bando Alegre de Egos Inflamados



E chega aquele momento em que você não está mais se importando com fatores alheios
Opiniões alienadas de fora, conselhos vazios, críticas sem consistência
Personagens que nunca foram realmente parceiros, apenas personagens

Não, não chamo essas coisas de pessoas
Eu me recuso a considerar esse bando alegre de egos inflamados como pessoas
São coisas, são títulos, são manchetes, são outdoors

São tudo o que alimenta seus egos para se manterem vivos
São donos da verdade mesmo sem nunca terem olhado para o lado

São donos da mentira enquanto olham para o próprio umbigo
São seres que em função do que já foram um dia tentam disfarçar o passado

Enfeitam o presente com uma nuvem psicodelicamente atual
E fazem promessas para um futuro ainda encoberto por uma suposta modernidade repaginada
E não têm a menor capacidade de filtrar o bem do mal

Mas se autodenominam profundos conhecedores de todas as artes
E não reconhecem que suas vidas continuam vazias
Porque a arte que eles buscam tem a ver com valores monetários
Perderam o sentido da verdadeira arte: a de amar, a de viver, a de sentir, a de sonhar
Sentimentos que há muito não fazem parte de seu dicionário
Ou, talvez nunca tenham feito...

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